A ponte sobre a divisão

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Charlie Bibby/ Financial Times

O nosso novo documento Bridging the divide revela que a ajuda internacional em termos de água e saneamento não chega às pessoas mais pobres e marginalizadas. Na verdade, está a exacerbar as desigualdades globais em vez de reduzi-las.

Bridging the divide revela que apenas oito das 48 nações mais pobres do mundo estiveram entre os dez principais beneficiários da ajuda em termos de água e saneamento em qualquer um dos últimos seis anos.

  • A Jordânia — apesar de ter mais de 90% de acesso à água e ao saneamento — recebe US$855 em ajudas de água e saneamento para cada pessoa sem acesso.
  • No outro extremo da escala, para cada pessoa sem acesso, a Etiópia recebe apenas US $1,56, a República Democrática do Congo apenas $0,80, e Madagáscar apenas $0,42.

Apesar da sua importância fundamental, a maioria dos doadores dá uma prioridade relativamente baixa às ajudas à água, saneamento e higiene, representando em 2012 apenas 6% da ajuda global.

Grande parte da ajuda prometida nunca chega. Ao longo da última década, os doadores não conseguiram repassar um terço do dinheiro que prometeram gastar em ajuda de água e saneamento — que é de US$27,6 bilhões em US$81,2 bilhões desde 2002.