Cidades transbordantes: O Estado das Casas de Banho no Mundo 2016

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WaterAid/Ahmed Jallanzo

Os seres humanos são hoje em grande parte uma espécie urbana: pela primeira vez na história, mais de metade da população mundial (54% ou 3,9 bilhões de pessoas) vive em cidades e megacidades. Em 2050, espera-se que isso aumente para dois terços.

Muitas novas urbanidades, e particularmente as mais pobres, não se estão a mudar para blocos de apartamentos reluzentes ou áreas pós-industriais regeneradas. Estão a chegar — ou a nascer — em bairros degradados superlotados e em rápida expansão.

O crescimento económico é normalmente impulsionado pela urbanização, e todos os países industrializados já têm uma população maioritariamente urbana. Isso significa que quase toda a população urbana atual está a acontecer nos países em desenvolvimento. A ONU Habitat estima que mais de um terço da população urbana do mundo em desenvolvimento — mais de 863 milhões de pessoas — vive em favelas. Muitas vezes, o planeamento urbano e a construção de infraestruturas não conseguiram acompanhar o ritmo.

No State of the World's Toilets deste ano, olhamos o saneamento urbano de alguns dos piores países do mundo, e alguns dos empregos criados quando o desafio é abordado de frente.

Com apenas 14 anos para atingir o Objetivo Global 6 da ONU — fornecer água potável e saneamento a toda a gente em todos os lugares até 2030 — não há tempo a perder.